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Varejo alimentar nas periferias: Como mapear oportunidades

Ainda que muito se fale sobre as diferenças entre as periferias e as zonas centrais das cidades brasileiras, nem tanta atenção é dada ao poder de compra dessas regiões – inclusive quando se trata do varejo alimentar.

Como assim? As grandes capitais, além de serem lugares que, muitas vezes, possuem maior concentração populacional, também costumam contar com renda significativa para o consumo de variadas categorias de produtos.

Mas, por conta desse desconhecimento quanto ao município todo, algumas regiões por vezes são muito pouco cobertas por grandes redes supermercadistas e funcionam com uma dinâmica local própria.

Em outras palavras, empresas menores são as responsáveis por boa parte do abastecimento aos domicílios do entorno. Este é o caso dos mercadinhos de bairro, por exemplo.

Saiba abaixo como isso funciona, e também as melhores formas de aproveitar ao máximo o potencial desses territórios para suas estratégias.

Varejo alimentar nas periferias: o perfil do público

O primeiro passo para entender essa relação entre a distribuição populacional e o espaço é fazer uso de estudos de inteligência geográfica de mercado.

Na Geofusion, possuímos a mais completa ferramenta do tipo oferecida no País, o OnMaps, que possibilita acesso a milhares de dados públicos e privados para análises precisas.

Outra opção é a contratação dos nossos serviços de Consultoria, que atendem a projetos com demandas mais pontuais, mas que exigem precisão e complexidade de análise.

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Muitas informações são passíveis de serem obtidas com estudos do tipo, desde perfil do entorno até entendimento a respeito de quantas pessoas circulam ao redor dos locais de interesse, e assim por diante.

A princípio, é interessante chamar atenção para um dado em específico, que é o de renda local. Consideramos como exemplo uma rede de supermercados com foco em quem possui entre R$ 1,2 mil e R$ 4,5 mil de renda média domiciliar mensal.

Este recorte é o que consideramos como correspondente às populações das classes C2 e C1. Fizemos uma filtragem por microáreas na cidade de São Paulo, e obtivemos o seguinte resultado:

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Nos locais em que o vermelho possui uma tonalidade mais forte estão indicadas as microáreas onde existe maior concentração de domicílios correspondentes a essa população. Ou seja, justamente nos territórios das periferias e arredores.

Mas será que isso seria algo específico de São Paulo? Decidimos comparar então com outra capital de grande destaque econômico, o Rio de Janeiro, e o resultado foi bastante similar.

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Entenda a intenção de compra do consumidor

A renda média domiciliar é um primeiro passo. Mas muitos outros dados podem ser obtidos. Por exemplo, o potencial de consumo para determinadas categorias de produtos.

Como estamos considerando uma empresa do varejo alimentar, buscamos, então, entender onde as pessoas mais intencionam gastar com produtos para serem consumidos no domicílio.

Ou seja, são as categorias correspondentes a itens como ovos, carnes, farinhas, enlatados, entre outros que são geralmente comprados em hiper e supermercados.

varejo-domiciliar-potencial-de-consumo-sp

Em São Paulo, deixamos destacadas apenas as microáreas onde esse indicador é mais acentuado. Conseguimos então identificar com mais facilidade um potencial especialmente nas regiões bastante ao leste e ao sul da cidade.

Com, isso já podemos afunilar nossos objetivos, e nos concentrar em territórios cada vez mais específicos. E isso ficando mais próximos do público-alvo com maior probabilidade de aderência ao negócio.

E quanto ao Rio de Janeiro? A zona norte carioca continua aparecendo com presença nesta análise. Entretanto, o oeste fica mais acentuado, principalmente no entorno de Bangu e Campo Grande. Veja:

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Uma explicação para esses resultados está no fato de que essas áreas se tratam de lugares bastante populosos. Consequentemente, o dado de potencial de consumo tende a ser puxado para cima.

Mas, levando em consideração esse cenário, como saber se realmente vale a pena investir em uma expansão de lojas de varejo alimentar em alguma dessas regiões? Isso é simples.

Descubra onde estão seus concorrentes – inclusive os locais

Como pontuamos um pouco mais acima, a presença de comércios menores costuma ter uma preponderância nas periferias, devido à reduzida participação de mercado das grandes redes nessas regiões.

Ou seja, a concorrência nesses locais por vezes necessita de atenção a alguns aspectos um pouco diferentes das zonas centrais, já que somente mapear as grandes redes é insuficiente para entender o mercado da região.

No mapa abaixo, esses mercados pequenos estão representados em pontos azuis. Já os maiores, colocamos como estrelas amarelas:

varejo-alimentar-redes-e-pequenos-comercios-em-sp

Além da imagem mostrar uma concentração na zona central e em seus arredores, conseguimos observar mais duas coisas.

A primeira delas é de que os azuis ficam mais evidentes fora desse eixo. A outra é que ainda conseguimos identificar territórios praticamente vazios, e justamente nas partes do sul e leste onde havíamos identificado alto potencial anteriormente.

No Rio de Janeiro, isso fica ainda mais nítido:

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A capital fluminense como um todo se apresenta muito menos atendida por esse segmento. As zonas sul, central e parte da norte até possuem quantidade mais significativa de unidades, mas a diferença em relação a São Paulo é evidente.

Quando olhamos para as partes da zona oeste que, conforme havíamos identificado, possui alto potencial para alimentação no domicílio, logo percebemos que a concorrência não é tão grande.

Em outras palavras, muitas oportunidades para empresas de varejo alimentar podem ser obtidas a partir disso. Trata-se, portanto, de avaliar se é o caso de se adequarem aos fatores de sucesso necessários para que valha a pena expandir ali.

Curtiu, e quer saber mais sobre como utilizar a inteligência geográfica para abrir lojas e obter resultados com isso nas mais diversas regiões? Temos vários materiais que podem te ajudar, e você pode começar com este aqui:

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