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Poder de compra no Brasil: por que estudar variáveis geográficas

Entenda como diferenças entre locais gera efeitos no potencial de consumo da população e nas oportunidades das empresas

Embora muito se fale a respeito do poder de compra no Brasil, nem sempre é fácil estimar de maneira quantitativa a dimensão disso.

As razões são bastante compreensíveis, pois a capacidade que as pessoas têm de consumir varia conforme a inflação e o preço dos produtos em questão.

Portanto, é de se supôr que existam inúmeras possibilidades de análise neste aspecto, uma vez que os custos de determinados itens podem ser X em uma parte do País e Y em outra.

Além disso, a escala que é utilizada para estudo também pode implicar em diferenças nos resultados que serão obtidos.

E isso por um motivo simples: quando se considera o quanto a população de um Estado consegue adquirir de algum item, os fatores usados na conta são distintos de quando é mensurado apenas um município.

O mesmo raciocínio se aplica no que diz respeito a territórios maiores, como regiões inteiras, ou menores – no caso de bairros, microáreas, e assim por diante.

Por conta dessas variações, é sempre importante saber utilizar a inteligência de dados. Saiba mais abaixo.

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Poder de compra no Brasil: os múltiplos usos desse indicador

Se o quanto as pessoas conseguem consumir é um fator que oscila tanto assim, então como estimá-lo de um modo confiável?

O primeiro passo, conforme dissemos acima, é definir qual é a amostra que se pretende abarcar no estudo.

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Por exemplo, um profissional que trabalhe com esse tipo de análise talvez não esteja interessado em entender o poder de compra no Brasil inteiro, mas apenas em São Paulo.

Isso porque, além da altíssima quantidade de habitantes, a capital paulista também contém grande concentração de empresas, entre as quais aquela com a qual o analista em questão está trabalhando. E por que ele reduziria o estudo a essa dimensão?

Por uma razão simples: embora citado nos jornais geralmente para entender o quanto o valor do dinheiro em circulação passou a ter em um período específico, a questão é que essa informação é usada para muitas outras finalidades. Entre elas:

  • Precificação de produtos conforme diferentes áreas
  • Expansão de lojas de acordo com o potencial local
  • Personalização do mix de bens de consumo a partir do interesse da população do entorno

Ou seja, esses indicadores são bastante relevantes para qualquer setor do mercado.

Com base neles, gestores de grandes empresas decidem onde vão negociar com pontos de venda, abrir unidades, ou o que estiver no escopo para obter os melhores resultados.

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Cruzamento de dados: desafios e soluções

Para realizar essas análises, uma opção é que o profissional faça estimativas próprias, com base nos indicadores correspondentes oficiais do País.

Isto é, utilizando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) por município em conjunto com outros os quais achar pertinente.

No entanto, esse processo pode fazer com que ele se perca em um abismo de dados, tentando conciliar informações de diversas fontes e chegando a resultados que nem sempre fazem sentido.

Além disso, quando se trata de uma empresa de grande porte, a quantidade de variáveis necessárias a serem tratadas são imensas, tornando essa tarefa, muitas vezes, complexa.

Por esses motivos, é comum que profissionais recorram a alguma ferramenta que processe e permita uma visualização da forma mais intuitiva possível.

E não é por acaso que os tomadores de decisão dos maiores players nacionais escolham por fazer isso por meio de mapas digitais.

Afinal, muito mais do que dashboards, um software desses permite a identificação de locais onde esses profissionais encontram estabelecimentos para prospecção e público-alvo com maior poder de compra no Brasil para seus produtos de interesse.

Dois exemplos práticos

Casos de empresas que usam a inteligência de dados aliada à análise territorial é o que não faltam. A gigantesca indústria Heineken é um ótimo exemplo disso.

Ao perceber que estava perdendo participação de mercado no setor de venda de bebidas em Porto Alegre, decidiu procurar onde existiam PDVs em que a população do entorno tivesse maior intenção de consumir produtos desse tipo.

Com a união entre mapeamento digital e estudos sobre consumo, a Heineken conseguiu então positivar 426 estabelecimentos.

A Cacau Show, também, com estudo a respeito do poder de compra no Brasil aliado ao conhecimento geográfico, abriu mais de 1400 lojas de sua rede. Para isso, precisou de análises detalhadas considerando variáveis dos territórios em que pretendia atuar.

Resultados exponenciais como esses acontecem não somente na indústria e no varejo, mas também no setor de ensino, de saúde, em modelos de negócios como os de franquias… em suma, as possibilidades são inúmeras.

Afinal, em uma investigação dessas, o crucial é ter uma estratégia bem definida, com os fatores de sucesso devidamente elencados.

A partir disso, um bom software de inteligência auxilia a encontrar dados tão granulares que os profissionais conseguem descobrir onde existem potenciais clientes para itens específicos como chocolates ou esmaltes, por exemplo.

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Poder de compra no Brasil x poder aquisitivo: diferenças

Ainda que haja uma grande relação entre a renda disponível e a capacidade de consumo, existe um aspecto de muita relevância quando se trata de estudar segmentos ou produtos específicos.

Isso porque mais dinheiro não significa necessariamente maior potencial para determinadas estratégias.

Um exemplo disso é o setor de moda: enquanto algumas marcas focam em públicos com alto poder aquisitivo, outras fazem seus produtos para os consumidores de baixa renda.

Além dessas, há ainda as que diversificam para atender a ambos, cada perfil de consumidor possuindo uma linha específica direcionada a ele.

Portanto, é bastante lógico que os produtos mais populares encontrem grande potencial de retorno em locais diferentes daqueles que são feitos para quem possui ganhos mais altos.

Da mesma forma, os hábitos de compra e a disponibilidade de estabelecimentos nas proximidades desses locais também variam.

Supermercados e drogarias, por exemplo, podem encontrar lugares com grande potencial de consumo onde existe concentração de consumidores das classes D e E, por exemplo.

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Efeitos da pandemia

Essa perspectiva, no entanto, está longe de significar que não se deva olhar para o cenário econômico de maneira mais abrangente, mas entender as relações entre análises micro e macroscópicas.

Aspecto importante disso é o impacto que o novo coronavírus causou na renda de grande parte da população brasileira, gerando uma queda na quantidade de pessoas identificadas como classe média.

Essas movimentações criam complexos cenários a curto e a longo prazo, podendo causar retração de investimentos, repressão de demanda, adiamento de planos, contenção de custos, e assim por diante.

Justamente por isso, além de entender nuances geográficas e sociais no poder de compra no Brasil, é crucial ter dados ricos, precisos, e atualizados de acordo com projeções confiáveis.

Assim, torna-se possível acompanhar tendências de mercado, antecipar cenários e sair à frente nas tomadas de decisão. Quer saber mais a respeito? Temos vários materiais exclusivos sobre isso. Você pode começar por esse aqui:

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