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Varejo/Serviços

Gerenciamento de categorias com geomarketing: como aplicar

Descubra como melhorar a parceria entre indústria e varejo, otimizando a resposta ao consumidor e aumentando suas vendas

O uso da inteligência geográfica de mercado é um aspecto importante quando se trata de fazer um gerenciamento de categorias de produtos.

Isso porque essas informações permitem entender com precisão onde está o público-alvo realmente interessado em comprar determinados itens, e o quanto eles estão dispostos a gastar com eles.

Trata-se de dados que auxiliam a identificar oportunidades de melhorias na resposta eficiente ao consumidor, a partir do entendimento do comportamento do shopper.

Entendendo hábitos como o fluxo de pessoas que circulam no entorno de uma loja e características principais dos moradores daquela região, esses processos são mais facilmente otimizáveis e melhoram o relacionamento na cadeia de vendas.

Desta forma, a parceria entre indústrias, distribuidores e varejistas se torna mais sólida, consequentemente aumentando os resultados para ambas as partes.

Mas como fazer isso acontecer, exatamente? É o que mostraremos neste post.

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Gerenciamento de categorias: tenha o software ideal

Para uma análise dessas, é necessário ter ferramentas inteligentes e capazes de processar informações complexas sobre o mercado.

No Brasil, a principal utilizada pelas empresas para georreferenciamento é o OnMaps, desenvolvido por nós, da Geofusion, o qual condensa milhares de dados de diversas fontes confiáveis, tanto públicas quanto privadas.

Em caso de necessidades mais pontuais e que envolvem interpretações mais aprofundadas, também é possível contratar nossos serviços de Consultoria, realizados por uma equipe composta pelos maiores especialistas do segmento.

Potencial de consumo personalizado

Seja por meio do OnMaps, seja da Consultoria, as grandes e médias companhias utilizam nossas soluções para estratégias de:

Tudo isso nos mais de 5.500 municípios do País inteiro, chegando ao nível até mesmo de setores censitários – isto é, uma escala geográfica que considera territórios com cerca de 300 domicílios.

Além disso, nosso ecossistema de dados dinâmicos permite ainda análises acuradas para mais de 90 categorias e subcategorias de produtos por meio de mapas digitais, conforme mostraremos a seguir.

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Intenção de compra: mapeie o cliente ideal

Independentemente da etapa da cadeia em que sua empresa esteja, um fato é: você não deve tirar os olhos do consumidor final.

Mesmo no caso de indústrias, ter informações sobre ele é o que vai permitir aos produtos serem direcionados aos PDVs corretos, melhorarem o trade marketing, evitarem a ruptura de gôndola e terem um bom gerenciamento de categorias.

Isso porque de nada adianta vender determinados itens ou marcas em lugares onde não há interesse significativo neles.

Neste sentido, um trunfo do OnMaps consiste justamente em localizar o potencial de consumo da população do entorno para essas ofertas da empresa.

Um caso disso é o mapa abaixo, em que tomamos como exemplo uma companhia fictícia do Rio de Janeiro, com foco em alimentação e interessada em descobrir as microáreas nas quais as pessoas mais intencionam gastar com enlatados e conservas.

Os tons mais escuros na imagem indicam onde essa propensão é maior: ou seja, nota-se uma predominância em Barra da Tijuca e Copacabana, seguidos por Flamengo, Tijuca – Nordeste e Recreio.

Esse resultado pode ocorrer devido a diversos fatores, como a quantidade de habitantes na região ou mesmo a renda média local.

Por isso, é importante que o profissional de inteligência saiba exatamente o que ele quer analisar a partir das informações que possui.

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Potencial de consumo para enlatados e conservas por microáreas no Rio de Janeiro (RJ)


Poder de compra: saiba onde há concentração

E por falar em renda média, aí está um aspecto importante quando se trata de empresas que lidam com diferentes linhas em um gerenciamento de produtos.

Seguindo com o setor de alimentos, uma indústria pode ter em seu portfólio diferentes composições e objetivos, implicando, portanto, na necessidade de encontrar públicos diversos.

Isto é, a mesma companhia talvez invista em ofertas premium, visando atender a perfis de maior poder aquisitivo, e outras voltadas para alimentação saudável, que não estaria tão atrelada a fatores financeiros.

Essas nuances são significativas porque, dependendo da característica principal desse consumidor buscado pela marca, também o lugar onde ela encontrará maior potencial será diferente.

A mesma empresa de enlatados e conservas do mapa anterior, se quisesse focar em uma linha específica de itens mais acessíveis, poderia então procurar apenas pelos consumidores de classes D e E.

Conforme mostramos na imagem abaixo, o resultado obtido se alteraria a partir dessa mudança de critérios, e os lugares mais oportunos já não seriam necessariamente nas zonas sul e central do município.

Nesta situação, os territórios de destaque seriam Freguesia, Santa Cruz – Centro, Inhaúma, Campo Grande Sul, Guadalupe, Bangu Sul, Realengo Sul, Recreio e Cosmo/Inhoaíba Norte. Veja:

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Potencial de consumo para enlatados e conservas nas classes DE no Rio de Janeiro (RJ)

Fatores de sucesso: entenda com dados internos

Outra possibilidade de realizar uma análise de mercado como essa consiste em fazer o caminho contrário: isto é, a partir de dados já existentes sobre a performance dos produtos – como total de vendas ou faturamento, e assim identificar fatores em comum.

No Gif abaixo, consideramos um cenário em que o profissional teria informações sobre quatro lojas nas quais sua linha de interesse teria conseguido o melhor sellout.

Então, comparamos o perfil sociodemográfico do entorno de todas elas: Copacabana, Botafogo, Tijuca – Nordeste e São Cristóvão.

Descobrimos que, além de haver prevalência de uma população entre as faixas de renda A e B (acima de R$ 4.246), o fluxo de pessoas que circulam no entorno também é um fator relevante para o sucesso da estratégia.

Ou seja, essas características estariam entre os indicadores a serem observados no caso da empresa querer espelhar a mesma estratégia em outro ponto – e isso é útil tanto para o varejista quanto para o fabricante.

 

 

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Comparação de áreas no Rio de Janeiro (RJ)

 

Esses estudos acima mostram como a inteligência geográfica de mercado é um fator relevante quando se trata de fazer um bom gerenciamento de categorias de produtos.

Afinal, além do ambiente da loja e do comportamento do consumidor constituírem estímulos para a compra, é necessário compreender que, antes disso, o exterior também conta.

Cada território possui determinado perfil de habitante e de frequentador, e isso gera impactos nas vendas dos produtos.

Em nossos canais, possuímos diversos materiais exclusivos sobre isso. Quer saber mais? Nós recomendamos que você comece por este aqui:

Potencial de consumo personalizado

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